Site para dermatologia: como o case FC migrou o site sem perder o Google que já tinha
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Resumo
Um bom site para dermatologia é multi-página, com uma página por procedimento e por queixa, credenciais médicas visíveis e carregamento rápido no celular. No case FC Dermatologia, em Blumenau, trocamos um site antigo por 121 páginas, sem perder as URLs que o Google já conhecia: 68 redirects 301 testados um a um.
Em poucas palavras
- 01Regra do projeto desde o primeiro dia: toda decisão passava pela pergunta “isso maximiza SEO?”.
- 02121 páginas no ar, 53 procedimentos com dados estruturados e 68 redirects 301 testados em produção.
- 03Sem o mapa de redirects, 30 das 43 URLs do site antigo cairiam em 404, incluindo 5 sitelinks de anúncio.
- 04No celular, a nota de performance da home subiu de 46 para 63 e o primeiro conteúdo passou a aparecer em 1,6 s, contra 6,2 s antes.
- 05Posicionamento da clínica: “A ciência antes da moda”. Credencial médica e fonte científica viraram estrutura do site, não enfeite.
Neste artigo
- 01O contexto: uma clínica que já era encontrada no Google
- 02O problema: bonito não bastava, precisava ranquear
- 03O que foi feito no site
- 04A migração: 68 redirects testados um a um
- 05Performance: de 6,2 para 1,6 segundo até o primeiro conteúdo
- 06Tracking: o que aprendemos no dia em que o site foi para o domínio
- 07Posicionamento: “A ciência antes da moda”
- 08Resultados de negócio
- 09Perguntas frequentes
O contexto: uma clínica que já era encontrada no Google
A FC Dermatologia é uma clínica de dermatologia em Blumenau, Santa Catarina, com frentes de dermatologia clínica, estética e tricologia. Quando começamos, ela tinha um site em WordPress com cerca de dois anos de história no Google. No briefing, a própria clínica disse que o Google trazia muito paciente.
Esse é o cenário mais delicado para quem faz site novo. Refazer do zero é fácil. Refazer sem jogar fora o que o Google já reconhecia exige método. Uma migração mal feita pode derrubar exatamente as páginas que traziam paciente, e o dono da clínica só percebe meses depois, quando a agenda esvazia.

O problema: bonito não bastava, precisava ranquear
O site antigo tinha 43 URLs indexáveis, nenhum blog real e um só autor genérico no sistema. Cada procedimento importante cabia em uma página curta, sem dados estruturados e sem a autoria médica que o Google valoriza em conteúdo de saúde.
Por isso a primeira decisão do projeto não foi de design. Foi uma regra: toda escolha técnica, de conteúdo, arquitetura e visual passaria pela pergunta “isso maximiza SEO orgânico?”. Se a resposta fosse não, a opção era descartada, mesmo sendo mais simples ou mais bonita. Resumimos o princípio assim: mudar tudo o que o Google não vê, e preservar o que ele vê, a não ser para enriquecer.
O que foi feito no site
1. Site multi-página, não landing page
Clínica com dezenas de procedimentos precisa ganhar dezenas de buscas diferentes. Uma landing page ganha uma. A arquitetura ficou em hubs e páginas filhas: páginas-pilar por área (clínica, estética, tricologia, cirurgia dermatológica, exames, queixas) e uma página dedicada para cada procedimento, ligada de volta ao hub e a procedimentos relacionados. A comparação completa entre os formatos está em site institucional ou landing page.
2. HTML estático, pronto para o robô ler
O site foi construído como HTML estático gerado no servidor, nunca como aplicação que depende de JavaScript para mostrar o conteúdo. O robô do Google, e os de IA, encontram o texto pronto na primeira leitura.
3. Dados estruturados em toda página
Os 53 procedimentos têm marcação MedicalProcedure, ligada à entidade da clínica. A clínica está marcada como MedicalClinic, com coordenadas dos dois perfis no Google, logo, foto e página da médica. É a forma padronizada de dizer ao buscador o que cada página é, como descreve a documentação do próprio Google.
4. Autoria médica e credenciais à vista
Em saúde, confiança é o critério que mais pesa para o Google. Também é exigência do conselho: a Resolução CFM 2.336/2023 manda que a peça de publicidade médica traga nome, CRM com a palavra médico, especialidade e RQE, e que em sites e redes esses dados estejam na página principal. No site da FC, credencial e autoria fazem parte da estrutura das páginas. Detalhamos as regras em publicidade médica: o que pode e o que não pode.
5. Vocabulário que respeita plataforma e conselho
O site usa sempre “toxina botulínica”, nunca o nome comercial do produto. Marca registrada de terceiro em página e anúncio de saúde gera reprovação no Google Ads e ruído de compliance. Parece detalhe. Numa clínica que também anuncia, é a diferença entre campanha no ar e campanha travada.
A migração: 68 redirects testados um a um
Esse foi o ponto mais importante do projeto, e o menos visível. Das 43 URLs que o Google conhecia do site antigo, 30 terminariam em 404 no site novo sem um mapa de redirecionamento, e outras 3 já redirecionavam para páginas inexistentes. Entre elas estavam 5 sitelinks da campanha de Google Ads da clínica.
Montamos 68 regras de redirecionamento permanente: cada URL antiga aponta para a página nova equivalente, e as rotas técnicas do sistema antigo vão para destinos coerentes. O Google trata o código 301 como mudança permanente de endereço. Todas as 68 regras foram testadas em produção e terminam em página válida. Os 5 sitelinks voltaram a funcionar sem mexer no anúncio.
| Item | Resultado |
|---|---|
| Páginas no site novo | 121 |
| Procedimentos com dados estruturados MedicalProcedure | 53 |
| Regras de redirect 301 testadas em produção | 68 de 68 terminando em página válida |
| URLs antigas que cairiam em 404 sem o mapa | 30 de 43 |
| Sitelinks de anúncio recuperados | 5 |
| Problemas na varredura final | 0 em 121 páginas |
Outros dois ajustes recuperaram sinais que o site novo tinha perdido. O título da home voltou a ter “Dermatologista em Blumenau”, termo com que o site antigo ranqueava. E a página dedicada a esse termo, que tinha ficado órfã, ganhou link no rodapé de todas as páginas.
Performance: de 6,2 para 1,6 segundo até o primeiro conteúdo
Sem mudar texto nem visual aprovado, otimizamos o carregamento. As fontes passaram a ser servidas pelo próprio site, as imagens ganharam versões por tamanho de tela e recompressão onde valia a pena, somando 3,4 MB a menos. O primeiro bloco de cada página passou a aparecer sem animação de entrada.
| Página | Nota antes → depois | Primeiro conteúdo (FCP) | Maior conteúdo (LCP) |
|---|---|---|---|
| Home | 46 → 63 | 6,2 s → 1,6 s | 12,3 s → 9,6 s |
| Página interna de procedimento | 56 → 63 | 3,1 s → 1,1 s | 10,4 s → 8,6 s |
A estabilidade visual (CLS) era e continua zero: nada pula na tela enquanto carrega.
Tracking: o que aprendemos no dia em que o site foi para o domínio
Dois achados técnicos desse projeto valem para qualquer clínica.
- A Meta bloqueia o evento padrão de Lead em domínios de saúde. O site disparava o evento certo e o pixel descartava. A solução passa por evento personalizado ou envio pelo servidor, e entra quando houver campanha na Meta.
- O WhatsApp descarta parâmetros colados no link. O identificador de clique do Google anexado ao link do WhatsApp não chega ao CRM. Para a origem chegar ao CRM, ele precisa ir dentro da mensagem ou passar por um CRM que faça essa ponte.
Os dois pontos mostram por que site, mídia e medição precisam ser pensados pela mesma equipe. Um site lindo com tracking quebrado entrega paciente sem dizer de onde ele veio. Esse tema aparece em detalhe em Google Ads para clínicas médicas.
Posicionamento: “A ciência antes da moda”
Site de saúde não se diferencia por adjetivo. Todo site de clínica promete cuidado e qualidade. O posicionamento da FC foi construído como tese: a ciência antes da moda. O território é evidência. O que ela recusa é o hype estético.
O posicionamento virou sistema visual no trabalho de identidade visual.
Isso se traduz em regras práticas de conteúdo: nada de promessa de resultado, nada de número sem fonte confirmada pela clínica, credenciais só as comprovadas, depoimento só real. A regra do projeto é clara: se falta informação verdadeira, o campo fica em branco até a clínica confirmar.
“O mérito de uma migração bem feita é o paciente não perceber que nada mudou para pior. O Google também não.”
Resultados de negócio
Aqui a gente separa com cuidado o que é mérito do site e o que não é. Os números acima são de entrega técnica, medidos por nós. Resultado de negócio é outra conversa: pacientes, agendamentos e custo por lead dependem também de mídia, atendimento e sazonalidade.
- Entregue e medido por nós: URLs mapeadas, redirecionamentos 301 testados, velocidade do site e dados estruturados nas páginas de procedimento
- Passou a ser possível medir: com o tracking corrigido no domínio, cada contato do site chega com a origem registrada, do orgânico à mídia paga
- Não divulgamos: tráfego orgânico, leads, agendamentos e custo por lead são dados da clínica e ficam com ela
Em saúde, o que fica público é o que construímos e como medimos; os números de negócio pertencem à clínica. O mesmo método guia toda criação de site que fazemos.
Perguntas frequentes
O que um site para dermatologia precisa ter?
Uma página por procedimento e por queixa, com conteúdo próprio, credenciais médicas visíveis (nome, CRM, especialidade e RQE), dados estruturados, carregamento rápido no celular e um caminho curto para agendar. Precisa também seguir a Resolução CFM 2.336/2023: sem promessa de resultado e com os dados do médico na página principal.
Trocar de site faz perder posição no Google?
Pode fazer, se as URLs antigas deixarem de existir sem redirecionamento. O caminho seguro é mapear todas as URLs que o Google conhece, criar redirect 301 para a página nova equivalente, testar cada um em produção e preservar títulos e termos que já ranqueavam. No case FC Dermatologia foram 68 regras testadas.
Site de clínica deve ser landing page ou site completo?
Depende de quantas buscas a clínica precisa ganhar. Uma landing page serve uma demanda e uma ação, bom para campanha de um procedimento. Uma clínica de dermatologia com dezenas de procedimentos precisa de site multi-página, com uma página para cada tratamento, para aparecer nas buscas específicas de cada paciente.
Por que o site da clínica não pode usar o nome comercial da toxina botulínica?
Porque é marca registrada de terceiro. Na nossa operação, anúncios de saúde com o nome comercial do produto são reprovados ou limitados pelo Google Ads, e usar esse nome no site gera ruído com as campanhas. O termo técnico, toxina botulínica, resolve o problema e é também o mais correto para conteúdo médico.
Quanto tempo leva para um site novo de clínica aparecer no Google?
Um site novo em domínio que já tinha histórico, com redirects corretos, tende a manter a presença existente enquanto o Google reprocessa as páginas. Conteúdo novo leva mais tempo para ganhar posição. Enviar o sitemap no Search Console e pedir indexação das páginas principais acelera a leitura pelo buscador.




